Com as novas isenções americanas, a exportação brasileira submetida ao tarifaço caiu de 34% para 22%, diz Geraldo Alckmin, vice-presidente e titular do Ministério da Indústria, Desenvolvimento, Comércio e Serviços (Mdic). O momento, porém, é ainda de negociação “redobrada”, com foco nos itens que ainda estão sob o imposto mais gravoso. As declarações foram dadas em participação remota em evento promovido em São Paulo pela Câmara Americana de Comércio (Amcham).
Alckmin lembrou que há alimentos, máquinas e algumas madeiras, entre outros produtos manufaturados, que são ainda desafios na negociação entre Brasil e Estados Unidos.
O vice-presidente lembrou que, inicialmente, 36% dos produtos exportados pelo Brasil eram submetidos ao “tarifaço”, com sobretaxa de 40% que, somada aos 10% já estabelecidos, chegava a 50%. Outros produtos estavam incluídos na Seção 232, anunciada em abril, em que o país é tratado da mesma forma que outros fornecedores externos ao mercado americano.
Após as primeiras conversas entre o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o dirigente americano, Donald Trump, incluindo o encontro presencial na Malásia, as negociações avançaram. Segundo o vice-presidente, os Estados Unidos retiraram a madeira serrada e macia da tarifação da Seção 232.
Na semana passada, houve um novo avanço: os produtos submetidos ao tarifaço, que já tinham caído de 36% para cerca de 34% ou 33%, agora representam apenas 22% das exportações brasileiras.
(Valor Econômico)
