Tarifa chinesa sobre carne pressiona exportadores e acende alerta no agronegócio brasileiro

O comércio global de carne bovina inicia o ano sob tensão. Desde 1º de janeiro, a China passou a aplicar uma tarifa de 55% sobre importações que ultrapassarem cotas previamente estabelecidas, decisão que alcança diretamente os principais exportadores do mundo, incluindo Brasil, Argentina, Uruguai, Austrália e Estados Unidos.

Para o Brasil, o impacto tende a ser expressivo. O país acaba de assumir a liderança mundial na produção de carne bovina, superando os Estados Unidos, e tem na China seu maior mercado externo. As exportações brasileiras para 2025 estão estimadas em 4,25 milhões de toneladas, volume que pode ser comprometido com a nova política tarifária.

O momento escolhido por Pequim não é aleatório. A decisão foi anunciada poucos dias após a imposição de sanções a 20 empresas norte-americanas do setor de defesa, em resposta à venda de armas dos Estados Unidos a Taiwan. O recado é direto: tarifas comerciais passam a integrar o arsenal de pressão geopolítica da China.

Nesse cenário, o agronegócio brasileiro se vê no centro de uma disputa que extrapola o comércio. Enquanto o ex-presidente americano Donald Trump mantém uma postura de confronto com Pequim e reforça o apoio a Taiwan, o governo Lula adota uma linha de aproximação com a China — postura que, segundo críticos, expõe um dos setores mais estratégicos da economia nacional.

Responsável por parcela decisiva da balança comercial, o agronegócio enfrenta agora um ambiente mais incerto. A combinação entre restrições tarifárias e disputas políticas globais pode redefinir fluxos de exportação e pressionar produtores justamente no momento em que o Brasil consolida sua posição de destaque no mercado mundial de carne bovina.

(Datamar News)

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