Malha fina do IR 2026 já retém 257 mil contribuintes após mudança no sistema da Receita Federal

Malha fina do IR 2026 já retém 257 mil contribuintes após mudança no sistema da Receita Federal:
Mais de 257 mil contribuintes caíram na malha fina do IR 2026 após a Receita Federal substituir a Dirf pelo eSocial na coleta de dados.

Malha fina do IR 2026 já retém 257 mil contribuintes após mudança no sistema da Receita Federal:
Mais de 1 milhão de declarações do Imposto de Renda 2026 apresentaram inconsistências até 23 de abril. Desse total, 257 mil contribuintes foram retidos na malha fina.

O índice de problemas alcançou 6,96% dos envios — bem acima dos 5,22% registrados no mesmo período do ano anterior.

O que mudou no sistema de coleta de dados:
A raiz do problema está na extinção da Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf), que vigorou até 2024.

Esse documento consolidava anualmente os dados enviados pelas empresas.

A partir de 2025, o governo deixou de utilizar a Dirf e passou a extrair informações de forma mensal por meio do eSocial e da EFD-Reinf.

A Receita Federal afirma que o eSocial está em operação desde 2018 e já substituiu 15 formulários.

Para o órgão, o novo modelo exige maior precisão dos dados, e falhas durante o período de migração são esperadas.

As empresas, segundo a Receita, estão enviando retificações para corrigir os erros identificados.

Declarações pré-preenchidas concentram os problemas:
O impacto mais visível recai sobre os contribuintes que optaram pela declaração pré-preenchida.

Muitos encontraram dados divergentes em relação aos informes de rendimentos fornecidos pelas fontes pagadoras.

O envio de declarações com essas diferenças leva à retenção automática pelo sistema da Receita Federal.

Setor critica ausência de período de transição:
Entidades do setor e empresas manifestaram insatisfação com a forma como a mudança foi implementada.

A Associação Brasileira de Recursos Humanos defende que a manutenção da Dirf em paralelo ao novo modelo teria evitado erros de processo.

Na avaliação da entidade, o preenchimento das novas bases é mais complexo, e a atualização sistêmica apresenta demora.

Apesar das críticas, a Receita Federal classifica a situação como um “padrão administrável” e atribui o volume de retenções à transição entre os modelos de cruzamento de informações.

Fonte: Folha Destra

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