Encerrada a disputa presidencial, o comércio exterior precisa de estabilidade, diálogo e instituições comprometidas com o futuro das empresas

O encerramento das eleições presidenciais marca a passagem do debate eleitoral para a responsabilidade de construir os próximos anos. Independentemente das preferências individuais, o dia seguinte exige trabalho, respeito às instituições e capacidade de diálogo.
Para as empresas brasileiras que atuam no comércio exterior, essa realidade é concreta. As cargas continuam em trânsito, os contratos precisam ser cumpridos, os salários têm data e os clientes aguardam respostas. O mercado internacional segue seu calendário, e a competitividade brasileira depende da nossa capacidade de acompanhar esse movimento.
Estabilidade e segurança para o comércio exterior
Comissárias de despachos, agentes transitários, agentes de carga e empresas de logística e intermediação de fretes conectam o Brasil ao mundo. Para cumprir essa missão, precisam de segurança jurídica, previsibilidade regulatória, infraestrutura eficiente e representação institucional forte.
É com essa perspectiva que o Sindicomis Nacional e a ACTC reafirmam seu compromisso com as empresas representadas em todo o país e com uma atuação independente de alinhamentos partidários.
A pauta do setor permanece: simplificação dos procedimentos aduaneiros, redução de entraves, melhoria do ambiente de negócios e defesa dos interesses coletivos.
Diálogo e respeito às instituições
A maturidade exigida do país também deve orientar a atuação das entidades representativas.
Divergir, fiscalizar e apresentar propostas são formas legítimas de participação. Seu exercício fortalece as instituições quando acompanhado de responsabilidade, respeito aos estatutos, aos regimentos, ao Código de Ética e às instâncias competentes.
A divergência produz valor quando ajuda a construir soluções. O desgaste permanente consome recursos e atenção que deveriam estar a serviço das empresas.
Compromisso com a representação do setor
Nesse espírito, a diretoria eleita por aclamação mantém seu compromisso de trabalho e sua disposição para o diálogo.
A participação de cada empresa é bem-vinda na construção de uma agenda comum, com propostas, transparência e observância das regras institucionais.
Assim como o Brasil precisa transformar a energia das eleições em realizações, o setor precisa concentrar esforços nos desafios que afetam sua atividade todos os dias.
Há espaço para opiniões diferentes e uma responsabilidade compartilhada: preservar a capacidade de representação e ampliar os resultados para o conjunto das empresas.
O próximo embarque, a próxima negociação e o próximo emprego dependem das decisões que tomamos agora.
As eleições terminam. O Brasil continua. E o comércio exterior precisa seguir em frente.
Luiz Ramos
Presidente do Sindicomis Nacional e da ACTC.