O SINDICOMIS NACIONAL consolidou contribuições técnicas para subsidiar o debate sobre gargalos logísticos e o chamado Custo Brasil no comércio exterior, com foco em medidas voltadas à previsibilidade regulatória, eficiência operacional e redução de retrabalho.
No documento, a entidade sustenta que a competitividade do comex é diretamente impactada por fatores como instabilidade de procedimentos, exigências redundantes, baixa coordenação entre etapas logísticas e fricções entre diferentes instâncias de controle. “Essas condições se traduzem em maior tempo de ciclo, custo de conformidade e incerteza — efeitos que se propagam por contratos, preços e prazos”, observa o presidente, Luiz Ramos.
Entre os gargalos apontados estão limitações de acesso e integração modal em corredores logísticos; restrições de capacidade e fluidez em terminais, retroáreas e recintos; e imprevisibilidade em agendamento, filas e janelas operacionais. O texto também destaca custos indiretos associados a reprocessamentos e decisões não uniformes, que elevam o custo total mesmo para operadores em conformidade.
Como contribuição propositiva, o SINDICOMIS NACIONAL defende mecanismos de governança regulatória que promovam padronização mínima, clareza de critérios, comunicação antecipada e fases de transição em mudanças procedimentais. Na esfera aduaneira, o documento enfatiza a importância de gestão de risco efetiva, interoperabilidade de sistemas (“uma vez só” para dados repetidos) e maior coordenação entre órgãos anuentes, com preservação do controle estatal e redução de fricções operacionais.
“Quando regras e prazos são previsíveis, a cadeia consegue planejar melhor, reduzir custo de risco e elevar produtividade. A previsibilidade é um ativo central para a competitividade”, afirma Ramos.
