A saúde mental dos colaboradores deixou de ser um tema secundário nas empresas para se tornar prioridade nas agendas de líderes e gestores. Com o aumento dos casos de burnout, ansiedade e depressão no ambiente corporativo, universidades brasileiras estão investindo cada vez mais em formações voltadas à saúde emocional — uma tendência clara: cuidar das pessoas também é uma estratégia de competitividade.
Universidades respondem com formação especializada
A Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) é um bom exemplo desse novo olhar. A instituição oferece diversos cursos de pós-graduação focados no desenvolvimento de competências em saúde mental. Um dos destaques é o curso de Saúde Mental e Desenvolvimento Humano, que integra aspectos psicológicos, sociais e organizacionais na busca por mais bem-estar no trabalho e na vida.
Outro diferencial da universidade é seu programa de pós-graduação em Psicologia, que conta com uma área de concentração em Psicologia como Profissão e Ciência. A proposta é unir base acadêmica sólida com aplicação prática — algo fundamental para empresas que desejam criar políticas consistentes de gestão de pessoas com foco na saúde emocional. A PUC também oferece especializações em temas como psicologia positiva, saúde no trabalho e promoção do bem-estar no ambiente corporativo.
Abordagem sensorial e multidisciplinar
Já a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) também vem inovando na formação de profissionais para lidar com os desafios atuais da saúde mental. Em parceria com a Scio Mental Health, criou um curso de pós-graduação que adota uma abordagem interdisciplinar e sensorial.
Em vez de se limitarem às aulas teóricas, os alunos exploram filmes, músicas e poesias para entender as nuances emocionais de diferentes quadros clínicos. Também participam de simulações com atores, desenvolvendo competências como escuta ativa, empatia e comunicação assertiva — habilidades cada vez mais essenciais dentro das empresas.
Prevenir e fortalecer vínculos nas equipes
Esse movimento das universidades conversa diretamente com o que o mercado vem pedindo: líderes mais preparados, humanos e atentos ao bem-estar de suas equipes. Hoje, falar de saúde mental vai muito além de tratar transtornos — é também sobre prevenir, acolher e construir ambientes de trabalho mais saudáveis, produtivos e conectados.
