A estranha reação do COMEX às novas metodologias de negócios e à pandemia

Tudo está muito estranho: enquanto o mundo sofre com uma forte diminuição nos níveis do comércio internacional, em decorrência da epidemia de Covid-19, o total da corrente comercial brasileira permanece praticamente inalterado. É o que mostram os dados da Secretaria de Comércio Exterior.

Na 2ª semana de junho de 2020, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,599 bilhão e corrente de comércio de US$ 6,309 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 3,954 bilhões e importações de US$ 2,355 bilhões.

No mês, as exportações somam US$ 8,094 bilhões e as importações, US$ 4,774 bilhões, com saldo positivo de US$ 3,32 bilhões e corrente de comércio de US$ 12,868 bilhões.

No ano, as exportações totalizam US$ 92,611 bilhões e as importações, US$ 73,72 bilhões, com saldo positivo de US$ 18,891 bilhões e corrente de comércio de US$ 166,332 bilhões.

Mesmo com a queda no cenário mundial econômico por conta da pandemia, o comércio exterior brasileiro apresentou bom desempenho. Em março, a balança comercial do Brasil apresentou uma grande recuperação comparada aos primeiros meses do ano – o que motivou entusiasmo dentro do mercado e boa lucratividade no setor.

O comércio exterior promove uma influência direta na economia do país. Por esta razão, os incentivos governamentais têm acelerado a chance de maior competitividade no mercado internacional, promovendo resultados significativos para o início de 2020.

O ano de 2019 foi marcado por diversos fatos que refletiram no comércio internacional. A guerra comercial entre China e Estados Unidos causou impacto na taxa cambial do dólar, proporcionando grandes oscilações dentro do mercado. Além disso, o ano passado passou por uma mudança na agenda governamental. No entanto, os números apresentados pelo governo demonstram um bom desempenho dentro do mercado internacional.

Nos últimos anos, o Brasil tem apresentado um crescimento quanto às importações. Mesmo assim, a balança comercial continua positiva, apresentando superávit.

Com bons números, o país vem tendo, dentro do comércio internacional, resultados positivos na importação e exportação. Para identificarmos, temos que considerar os dados de fornecidos e divulgados pela Secretaria Especial de Comércio Exterior, do Ministério da Economia.

Vejam que, nos resultados gerais na 2ª semana de junho de 2020, foi registrado um superávit – ou seja, a diferença entre a exportação e a importação. O saldo do mês foi positivo em alguns bilhões dólares.

Fatores importantes motivaram o crescimento das exportações neste mês. O principal foi o aumento significativo da cotação do dólar. Isso garantiu que os produtos brasileiros ficassem com maior competitividade dentro do mercado internacional.

Os dados da balança comercial levantados em 2020, retratam uma desaceleração, chegando a números satisfatórios ainda no terceiro mês do ano.

Em janeiro, registrou-se US$ 14,5 bilhões em exportações e US$ 16,1 bilhões em importações. Nesse primeiro mês, a balança comercial apresentou um maior valor em importações.

Entretanto, no mês de fevereiro, o cenário teve uma pequena mudança, apresentando um aumento das exportações para US$ 16,3 bilhões e queda nas importações para US$ 13,2 bilhões. Com isso, o mês finalizou com um saldo positivo de US$ 3 bilhões.

Neste primeiro trimestre, totalizaram-se US$ 50,095 bilhões de exportações e US$ 43,96 bilhões de importações. Fechamos os três primeiros meses com saldo positivo de US$ 6,135 bilhões e US$ 94,055 bilhões de corrente de comércio.

Economistas avaliam que a subida do dólar foi um dos principais aspectos que proporcionaram o superávit. Em janeiro, o dólar estava com cotação de R$ 4,1. Já em março, cada dólar valia R$ 5,19 – uma forma do Brasil não gastar suas reservas internacionais naquele momento.

Comparando ao mesmo período de 2019, percebemos um recuo de 4,7% no valor de exportações. Além disso, também houve recuo de 4,5% nas importações.  No entanto, o contexto enfrentado atualmente é muito diferente daquele do ano passado.

Apesar da queda nos números da exportação, o mês de março fechou com uma balança comercial melhor que março/19. O saldo ficou 9,7% maior comparado ao superávit do ano passado.

Dentro do cenário global, o balanço comercial foi avaliado como um resultado de um comércio mundial com menor dinamismo – consequência das medidas para evitar a propagação da Covid-19.

Mas, mesmo com a economia desestabilizada, as exportações do Brasileira tiveram crescimento no primeiro trimestre. Quando comparado ao mesmo período do ano anterior, o aumento foi significativo.

O que devemos esperar para o restante de 2020? Por conta do cenário oscilante provocado pela pandemia, o Ministério da Economia ainda não divulgou suas perspectivas. No entanto, ele considera que as exportações tenham seu valor menos impactado do que as importações. Esse fator garantirá um saldo comercial positivo para o fim de 2020, além de médias maiores, se comparadas às projeções realizadas no início do ano.

Sendo assim, o comércio internacional como um todo apresenta um cenário favorável e com grandes perspectivas de crescimento. Aconselhamos que os nossos empresários do COMEX se preparem para a reinvenção do mercado, permitindo-se conhecer a nossa gestão de políticas de negócios internacionais.

Meus caríssimos, agora que nos preparamos para iniciar uma nova etapa profissional, eu desejo sinceramente que tenhamos muito sucesso! Não duvido de que, juntos, alcançaremos as grandes conquistas que almejamos, pois somos guerreiros, honestos e persistentes. E lembrem-se de que o sucesso é resultado de pequenas conquistas diárias, conseguidas por meio de esforço e dignidade. Penso que não exista nada melhor do que um dia após o outro; e que podemos tropeçar em alguns pontos do trajeto, mas limpamos os nossos joelhos e seguimos em frente, não deixando que as lágrimas nos impeçam de enxergar tantas oportunidades que ainda teremos pela frente.

Abraço forte a todos.

Luiz Ramos – Presidente da ACTC, SINDICOMIS e CIMEC

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