Resposta coerente do ministro Guedes para elevar a arrecadação, em atenção à proposta corrompida dos auditores da Receita do Brasil – o poder da caneta!
É importante que se diga da coragem para desenvolver a filosofia das diretrizes por trás do plano geral do ministro da Economia do governo Bolsonaro, Paulo Guedes, dado o interesse em decidir e repercuti-la neste espaço curto de tempo, para conhecimento e reflexão da nossa nação de brasileiros.
De acordo com a notícia tornada pública, o primeiro ponto estratégico – e desafiador – de Guedes é conseguir “combater a praga da multiplicação das demandas fisiológicas do nosso Fisco”, para obter uma alteração drástica na dinâmica da máquina pública. Esta mudança é necessária para subverter o paquiderme nas mazelas da insegurança jurídica.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, atribuiu efeito vinculante a 29 súmulas do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) em relação à administração tributária federal. A determinação está no poder da caneta do ministro, por meio da Portaria nº 129, de 1º de abril de 2019, publicada no Diário Oficial da União em 2 de abril.
Alguns comentaristas compararam o ministro do governo Bolsonaro ao governo chileno de Pinochet, sinalizando para a ideia de que ele seria um ministro a serviço de um presidente militar, que promoveria reformas econômicas capazes de se enraizarem e alterarem efetivamente a lógica do Estado brasileiro. Porém, há a diferença fundamental de que Pinochet era um ditador, enquanto Bolsonaro governa com uma oposição parlamentar e a necessidade de negociar com o Congresso, onde os interesses corporativos seriam muito poderosos.
Na verdade, a meta do ministro Guedes, finalmente, é olhar para dados recentes e existentes no próprio Carf, que mostram que pouco mais da metade dos recursos voluntários contra decisões dos órgãos de julgamento da Receita Federal é revertida em favor do contribuinte.
Muito embora isso não represente, por si só, uma perspectiva de maior vitória para os contribuintes, percebe-se a tendência de que a aplicação do entendimento sumulado pelo Carf pode evitar um contencioso desnecessariamente prolongado para ambos os lados.
O ministro Paulo Guedes tem afirmado que o país não completou, na dimensão econômica, a transição de um regime mais fechado para um regime mais aberto, processada em meados da década de 80 no campo político. Se o governo se tornou estrutural e institucionalmente menos autoritário, a economia continuou profundamente fechada e dirigista.
Ainda segundo a leitura, dados apontam que há teses que já são seguidas pela administração federal, mas que existem outras que afetarão diretamente o contribuinte.
Veja as novidades, apontadas nas súmulas abaixo, que reconhecem os diversos direitos dos contribuintes e Fisco.
É importante frisar que estas súmulas não são, via de regra, observadas pela administração tributária. Neste caso, a observância da posição sumulada levará à não-lavratura do lançamento ou cancelamento pelos órgãos julgadores da Receita Federal e da Previdência.
29 súmulas com efeito vinculante:
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Súmula CARF nº 10 |
Súmula CARF nº 22 |
Súmula CARF nº 29 |
Súmula CARF nº 31 |
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Súmula CARF nº 37 |
Súmula CARF nº 58 |
Súmula CARF nº 67 |
Súmula CARF nº 78 |
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Súmula CARF nº 84 |
Súmula CARF nº 108 |
Súmula CARF nº 109 |
Súmula CARF nº 110 |
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Súmula CARF nº 111 |
Súmula CARF nº 112 |
Súmula CARF nº 113 |
Súmula CARF nº 114 |
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Súmula CARF nº 115 |
Súmula CARF nº 116 |
Súmula CARF nº 117 |
Súmula CARF nº 118 |
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Súmula CARF nº 119 |
Súmula CARF nº 120 |
Súmula CARF nº 121 |
Súmula CARF nº 122 |
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Súmula CARF nº 123 |
Súmula CARF nº 124 |
Súmula CARF nº 126 |
Súmula CARF nº 127 |
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Súmula CARF nº 128 |
Como já declarou o ministro Paulo Guedes em diversas oportunidades: “Eu sou animal de combate. […] Eu não me considero um bom político. Acho que sou um defensor honesto de
algumas propostas”. Esta expressão popular nos ensina: antes de fazer algo que, normalmente, necessita de disposição, se tem coisas para estudar, vamos que vamos.
Luiz Ramos – Presidente do SINDICOMIS/ACTC